quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Todos querem uma informação de qualidade


 Para muitos, o fato da profissão de Jornalismo não oferecer algum tipo de perigo ou de dano a coletividade (como engenharia, medicina, advocacia) inibe o direito de um diploma. A minha opinião é que um diploma eleva o padrão cultural das redações, já que vivemos em um país na qual o ensino médio e o ensino fundamental é aquilo que é.


 O diploma valoriza o profissional, é com certeza uma diferença positiva. Os jornais de hoje ainda deixam muito a desejar, mais não há dúvidas que depois da graduação houve grande melhora. As escolas de Jornalismo não foram criadas em vão, mais sim para a divulgação e produção de informações confiáveis.
Enfrentamos mil dificuldades para a conclusão do curso, estudamos muito, nos dedicamos muito, temos aulas diariamente com profissionais da área, passamos anos nos empenhando para melhor servir a sociedade, para no final, o diploma não valer nada? Para no final não sermos reconhecidos? Isso é justo?


 A missão primordial dos Jornalistas é informar e facilitar o acesso para essas tais informações, é transformar a sociedade de uma forma positiva, é correr atrás das noticias, apurar. Diferente dos profissionais sem diploma, que grande parte deles, não tem essa preocupação de apuração com a notícia publicada. A rotina do Jornalista é não ter rotina. O imprevisto na nossa profissão é uma norma.


 Qualquer um pode produzir um conteúdo e divulgar, mais só o Jornalista terá a preocupação de averiguar aquela informação, pois temos um compromisso com nossos leitores e temos a noção de que uma informação não apurada pode causar grandes transtornos. 


 É o estudo exercido na graduação jornalística que formará um profissional que tenha uma ampla visão da importância dos princípios éticos. Se o profissional não tem esse estudo, não passa por essa experiência, a sua atividade profissional ficará comprometida.


                                                                                                                        Por: Danielly Cavalcante.

Reconhecimento é preciso

O “tio” da quitanda da estação rodoviária é craque na palavra, vende tudo que expõe no tabuleiro.Ele deveria vestir o paletó do natal, entrar no Supremo Tribunal Federal e defender alguma causa? O “seu” Francisco meu vizinho, não fica atrás quando o assunto é reforma, deveria abrir uma construtora e começar a construir alguns prédios.
Dizem que as pessoas já nascem com o dom de escrever e se expressar diante do público; muito bom pra eles,mas quem sabe escrever muito bem, vira escritor. E saber se expressar bem, tanto na tv ou teatro vira apresentador ou ator. Por isso discutisse a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Não estou dizendo que pessoas que escrevam bem ou se expressem bem não tenham o direito de expor seus trabalhos na televisão e no rádio, pelo contrário, podem escrever até em jornais e revistas, mas como colaboradores. Porém, jamais como jornalistas, porque ser um jornalista é diferente, ele usa das diversas funções da profissão para identificar e criar uma matéria, para que seja precisa e verdadeira.
Imaginemos a seguinte situação, algum conhecido seu está sofrendo um ataque cardíaco. A primeira reação de qualquer pessoa é chamar um médico , quando se sente uma dor ninguém chama um açougueiro.E quando fatos acontecem, quem melhor que um jornalista para  selecionar as informações mais importantes.
Antigamente criava-se um jornal para defender interesses ou até para opôr-se a uma idéia, quantos foram os jornalistas perseguidos no período militar, por ir de encontro aos poderosos. Somos formadores de opinião, e temos o papel de passar para sociedade tudo que se passa ao redor dela. A notícia não pode ser usada para suprir interesses pessoais, adquirir poder ou dominar pessoas. 
Não podemos deixar ser marionetes do estado e dos políticos. Os cursos de comunicação do estado são ruins, não preparam os estudantes, são deficientes e incompletos, como boa parte deles, vamos melhorá-los. 
                                                                                                                                        Amanda Velozo

Qualquer jornalismo para uma sociedade qualquer

Por: Dayanne Albuquerque

Só basta saber ler e escrever para ser um jornalista? Pode-se identificar se essa é uma pergunta ou uma afirmação? Todo cidadão tem o direito a liberdade de expressão, segundo o Artigo 37° da Liberdade de expressão e informação todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. Conforme a Lei da Liberdade de Imprensa - Lei 2083/53 | Lei nº 2.083, de 12 de novembro de 1953, qualquer pessoa pode dizer o que pensa sobre o assunto pelo qual domina, como os médicos, advogados e outros profissionais de diversas áreas que escreve artigos, comentários, análises, e críticas. Mas, o jornalismo não é apenas o exercício da opinião que garante a democracia, é a segurança da informação com qualidade. O jornalismo permite que se forme um profissional Multimídia, onde se pode atuar no rádio, tv, jornal, assessoria de imprensa, fotografia, revista e internet, se abre um leque de possibilidades podendo exercer em diversos tipos de veículos de comunicação.

Não é preciso apenas dominar bem a língua portuguesa e expor ideias de forma enxuta, tem que haver o compromisso com a veracidade dos fatos, a ética, o entendimento das estruturas de uma matéria e discernir os vários tipos de formatos, como o de um release a uma reportagem, e o domínio específico da linguagem. E para isso é necessário o curso superior, e que a profissão seja regulamentada e valorizada. Por isso, é necessário que o diploma do jornalista seja restituído.

Outra questão que não posso deixar de observar, é que, com a queda do diploma o maior prejudicado é a sociedade, porque é vetado o acesso a melhor informação. Pois, com essa erradicação se forma uma ciclo vicioso onde se tem qualquer jornalismo para uma sociedade qualquer. Isso rotula as pessoas de “qualquer”, assim, privatizando e restringindo o bom jornalismo.

E quem é o maior beneficiado? As mentes sem compromisso social? Estende-se a atividade do amadorismo, picaretagem, irresponsabilidade, e inverdade. O jornalismo combate todos esses males. E também afasta qualquer modo de persuasão para que não sejamos vítimas de interesses e deficientes de conhecimento.

O jornalismo deve estar em constante mutação de aprimoramento, pois, é o exercício da inteligência e habilidade, com o fim do bem comum. O jornalista deve enxergar além do que vê, e só um verdadeiro profissional tem a sensibilidade e o olhar diferenciado. 



Reconhecimento dos Jornalistas. Não é só uma luta, é um direito nosso!

Sabemos que qualquer pessoa pode expor seu conhecimento sobre a área em que é especializada. Por isso, existem tantos artigos, na mídia, assinados por médicos, advogados, engenheiros, sociólogos, historiadores. Diante disso, é de se perguntar como e por que confundir a restrição à liberdade de expressão e a censura com o direito de os jornalistas terem uma regulamentação que apenas exige o mínimo de qualificação? Por que favorecer o poder sem medidas dos proprietários das empresas de comunicação que serão os maiores beneficiados da não-exigência do diploma? Vinculando assim uma atividade ao interesse público e plural e fazendo do jornalista, uma pessoa que dedica sua vida a tal tarefa – e não como um bico. 

Por que tanta gente se opõe ao diploma? A resposta está em nós mesmos. Porque é aqui, nos bancos universitários, redes sociais que acima e além de ideologias, doutrinas e preferências políticas, filosóficas e outras, nós adquirimos um valor maior. Somos unidos pelo denominador comum da valorização da profissão, pela dignidade pautada pelo nosso objetivo maior, de transmitir à sociedade tudo o que se passa nela de bom, de mau, de certo, de errado, de ódio e de amor. De tragédia e de comédia. Porque será apenas sabendo tudo o que se passa nela que a sociedade poderá aprimorar-se. Formar-se. Pertenço à escola da humildade: não acho que sejamos “formadores de opinião”. Somos informadores, porque se conhecendo é que a sociedade poderá formar-se, estimulada por mil fatores.

Mas existem outros motivos porque muitos se insurgem contra o diploma. Porque será através dos cursos de Comunicação, oito semestres vivendo, estudando, debatendo, aprendendo, duvidando e questionando juntos é que nós podemos se unir em defesa da informação. Nós somos a “Jovem guarda” daquele tipo de jornalismo quase arcaico, onde a notícia era um esconderijo de interesses ilícitos para a conquista do poder.
Era mais fácil para os donos destas empresas de comunicação, que se achavam donos da notícia, escolher a dedo quem trabalharia em suas redações, desde que comprometidos e postos a serviço de seus interesses. Hoje existe uma vontade enorme de cultuar de relatar a verdade, de informar. Isso pode ser chamado de ética na comunicação social. Além de melhores salários, melhores condições de trabalho, mais dignidade. Chegamos às redações não por sermos amigos ou parentes dos donos de jornal, mas por vontade de mostrar nosso trabalho.
Não quero acordar com a sensação de que minha profissão esta correndo riscos e ser a favor de tal ministro que explica a retirada do diploma em nome da liberdade de imprensa e fim dos tempos da ditadura. Quero fazer valer meus quatro anos de faculdade e não ser comparada com alguém que fez um curso de 20 dias e se acha jornalista. Essa é uma batalha nossa, estudantes e profissionais da área que não queremos que o futuro das mídias sociais seja representado por alguém que não sabe nem a diferença de notícia e reportagem. Quero que meus filhos e netos assistam a um programa televisivo e confie no que o âncora acabou de falar. Não quero dúvidas, quero o reconhecimento de uma vida inteira de constante aprendizado e profissionalização.

Por Samantha Rúbya
Estúpida Decisão


Completamos em junho 2  anos da decisão estúpida do Supremo Tribunal Federal que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.Mas se parte do princípio que a sociedade precisa e tem direito a informação de qualidade e que isso só deverá acontecer numa prática profissional qualificada e que esta só acontece baseada em preceitos éticos e democráticos,  além de uma formação superior. Para isso se faz necessário um aprendizado em Ética jornalística, Teorias da comunicação (tv, jornal e rádio), Edição de textos jornalísticos, Produção jornalística, entre outros itens, e isso não encontramos em qualquer esquina. Como podem então essas pessoas que votaram contra o fim dessa obrigatoriedade, não entenderem que há muita diferença entre uma receita gastronômica, ou um molde de costura, para uma informação precisa, bem fundamentada, atualizada,e  bem  escrita para os leitores. Jornalismo se faz com conhecimento nas bases exigidas na graduação de comunicação.
Querer dizer que a obrigatoriedade do diploma é uma forma de inibir a liberdade de expressão, só mostra a ignorância dessas pessoas quanto ao exercício dessa profissão, pois o homem é livre para exercer a sua cidadania e se fazer ouvir, não importa em que meio, basta que tenha quem o ouça. No meu entender, confundem cerceamento à liberdade de expressão e a censura, com o direito de os jornalistas terem uma regulamentação profissional no mínimo qualificada. Outrossim percebemos que os únicos beneficiados com essa ação são os proprietários das empresas de comunicação. Para que tanto favorecimento ao poder desmedido desses algozes das consciências dos jornalistas e da sociedade de um modo geral.
Ser contra o diploma de jornalismo ou qualquer outra profissão, é no mínimo um descaso contra a educação. Não vamos confundir produção jornalística com espaço para a liberdade de imprensa.


Por  Mª Gildete Ordonio

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A luta não acabou...


A luta não acabou...
Por Cléber Ricardo
A mídia não é responsável pelo que acontece de bom ou mal, mas tem grande influencia na opinião pública. E para tal cargo é necessário jornalistas preparados e formados, para poder oferecer a população informações com credibilidade e responsabilidade. Uma vez que profissionais despreparados assumem esses cargos, um grande transtorno pode ser causado.
Apuração, confirmação, e responsabilidade com a notícia são itens básicos para um jornalista com diploma, mas para um profissional sem esse requisito, itens comuns como esse, podem ser falhos, e compromete  uma nação. O Superior Tribunal de Justiça em 2009, cometeu um grande erro ao decidir que para exercer a função de jornalista não era necessário ser formado no curso de comunicação. Com isso a população ficou a mercê de opiniões sem fundamentos e sem isenção, ou seja, o público pode está recebendo informações de “profissionais” que além de noticiar,  escondem segundas intenções com certa divulgação.
Por isso como jornalistas e cidadãos, não podemos aceitar nunca essa situação, seria fechar os olhos para mais um absurdo no nosso país, que futuros vamos colher se deixarmos qualquer pessoas, sem o básico de qualificação, entrar em contato com o público e emitir uma opinião, escrever ou postar um vídeo.Técnicas são necessárias em qualquer profissão e na jornalística não pode ser diferente.O diploma é de grande importância e essa luta ainda não acabou.
Com grande sabedoria as maiores empresas de comunicação do país continuam contratando profissionais com o curso superior de comunicação social. Uma forma de protesto e valorização a essa classe jornalística, que tenta diariamente denúncia para o Brasil suas próprias fragilidades, a fim de melhorar continuamente esse país que já sofreu bastante por descasos de governos antigos.

A Luta por um jornalismo conceituado


A Luta por um jornalismo conceituado



Por Thainá França

A atividade do jornalismo hoje no Brasil é um caos, pois após Supremo Tribunal Federal (STF) ter derrubado a exigência do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão, desregulamentando completamente esta atividade tudo mudou. Sem querer se estender e me meter na análise do mérito da decisão do STF, é claro observar que ele mostrou pouco conhecimento do campo jornalístico. De uma forma bem simples, o Supremo confundiu liberdade de expressão (um direito de cada pessoa), com liberdade de imprensa, aí incluído a profissão de jornalista como atividade profissional, com função pública.

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados já aprovou o Projeto de Emenda Constitucional que resgata à exigência do diploma. No senado também encontra-se o PEC (Propostas de Emendas à Constituição) favorável à obrigatoriedade da formação superior específica para o exercício da profissão de jornalista. Trata-se agora da banca pernambucana no congresso defender a tradição em defesa do jornalismo, uma das instituições da democracia.

O jornalismo cumpre hoje a função de interpretar a realidade social e contribuir para que cidadãos e cidadãs tenham acesso ao que acontece mundo a tudo o que os cerca.  No entanto, o jornalismo não se resume a isso, pois ele também contribui para o conhecimento, o aprendizado, a discussão e o debate nas sociedades.

No entanto, acredito que é importante lutarmos por um jornalismo de qualidade em que a preocupação ética seja central. É nosso direito lutar por aquilo que aprendemos com vários esforços, métodos e faces. A construção da matéria, da reportagem, da notícia exige que aspectos da realidade. Temos que buscar uma objetividade, tomando cuidado em não alterar textos ou planos.

É dentro desse contexto que reivindicamos não só da sociedade, mas o apoio dos deputados federais e senadores pernambucanos, em defesa do nosso diploma, que resgata a dignidade da profissão, que se preocupa com a defesa das pessoas e que não são usadas como meio, mas sim como objeto da informação. 

Reivindicação mais do que justa!

REIVINDICAÇÃO MAIS DO QUE JUSTA

Por Simião Paulino

Estudantes de jornalismo de um país como o Brasil, estão se perguntando: como se pode concluir  um curso de  graduação, ser um  bacharel em jornalismo e no final ser comparado ao  formando do  curso de cozinheiro ou  de corte e costura?  Também profissões dignas, mas convenhamos; o presidente do Supremo Tribunal Federal  fez uma  declaração vergonhosa para  justificar a decisão do Supremo sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. A classe de jornalistas, que de uma certa forma se sentiram enfraquecidos com o nível de rebaixamento posto pelo STF na pessoa do presidente Gilmar Mendes, até então, tinha como segurança o decreto lei 972/1969, que estabelece regras para o exercício da profissão e uma delas é a obrigatoriedade  do diploma, contudo a Sertesp ( Sindicato das empresas de rádio e televisão ), junto com o Ministério Público Federal, entram com um recurso no STF, com firme propósito de derrubar esse decreto, alegando que uma  junta militar, não poderia legislar um decreto lei e  que  só teria acontecido por conta do período da ditadura.
Ora, o Sertesp tem seus interesses, todos sabem. Os empresários de comunicação  poderão ter  prejuízos em detrimento da obrigatoriedade do diploma, porque os profissionais formados em uma universidade, poderão exigir  salários razoavelmente altos, contrariando os não portadores de diplomas, que  exercem funções jornalísticas há algum tempo nas empresas e não iriam aceitar jovens profissionais ganhando salários compatíveis com os deles.  Uma representante do Sindicato das empresas de comunicação, Taís Gaspariam, defendendo a decisão do STF, alega que  o decreto lei dos militares, estavam restringindo a liberdade de expressão, estabelecendo preconceitos contra profissionais da área jornalística. Então como podemos definir uma decisão tomada por um Tribunal Superior, que  fez comparações bizarras ao formando de jornalismo por outros de artes culinárias? E ainda afirma em seu relatório que a ética e o desvio de conduta não se aprende numa universidade. Pode-se até compreender em parte essas alegações  mas, a ética, essa sim, o jornalista  passa o curso inteiro aprendendo e ouvindo de seus mestres, o valor de uma matéria que é feita com os requisitos básicos da moral e dos bons costumes.
O Advogado da Fenarj João Roberto Fontes, preocupado com a decisão do Supremo, enfatizou sobre a proletarização ainda maior da profissão de jornalismo, uma vez que, qualquer um poderá exercer as atividades jornalísticas e ser contratado ao “bel-prazer” do sindicato patronal.O internauta ao navegar nas mídias, encontram com facilidades, conteúdos provenientes de amadores que não têm o mínimo de conhecimentos técnicos e que só faz aumentar ainda mais o sentimento de revolta por aqueles profissionais de capacidade multidisciplinar formados nas universidades brasileiras.“Se a imprensa é conhecida como o 4º poder, e se não é necessário um diploma para exercer um poder dessa envergadura, pra que mais será preciso?”. Esse questionamento feito pelo Dr. João Roberto, coloca  em check-mat todos os argumentos e falácias de um grupo preocupado apenas em atender seus interesses, colocando o jornalismo do Brasil a um nível de rebaixamento. Os estudantes  de jornalismo, de certa forma se acham frustrados, ao imaginarem que, após  passarem  anos numa faculdade, quando terminarem, poderão se confrontar com patrões sem escrúpulos e sem respeito, envolvendo classes de  trabalhadores comuns  e  um conglomerado de jornalistas, num mesmo ambiente de nível profissional.
Recentemente a imprensa mundial noticiou a morte de um profissional da Rede  Bandeirantes de Televisão, o repórter cinematográfico Gelson Domingos, 46, que foi atingido por um tiro de fuzil durante uma ação da PM para prender traficantes numa favela do Rio de Janeiro. Será que esses patrões da imprensa brasileira teriam a coragem de mandar um profissional não diplomado para esse tipo de cobertura?  O profissional que morreu era formado e levava no sangue o jornalismo investigativo, com coragem e bravura cumpriu sua missão porque fazia o que gostava  apesar dos riscos que enfrentava. O Brasil espera que os juristas hajam com mais sensatez e não soneguem a sociedade um jornalismo feito com competência, técnica, alto sentido cultural e ética acima de tudo. Salientamos que, em 1918 no 1º Congresso Brasileiro de Jornalismo, á   Associação Brasileira de Imprensa ( ABI), aprovou em uma de  suas teses principais, a necessidade dos jornalistas terem formação de nível universitária. Portanto, senhores  juristas e sindicatos patronais, é uma questão de moral a aprovação imediata do diploma na atividade jornalística.      
 Simião Paulino/ Jornalista em formação
simipaulino@yahoo.com.br                                    

Onde está o meu diploma?


Onde está o meu diploma?

Ao longo do ano de 2011, o mundo pode ver a queda de diversos regimes autocráticos na região árabe. Em todos eles, a liberdade de imprensa estava nitidamente comprometida. E esse é um dos grandes sinais de quando a democracia está completamente abalada. Não existe sociedade democrática sem liberdade de imprensa.

Um jornalista informa para poder formar opiniões. Através da informação apurada, o indivíduo pode analisar os fatos e tirar suas próprias conclusões. O exercício do jornalismo é fundamental para a sociedade, não à toa é conhecido como o quarto poder. Quanto mais o povo está bem informado, menos alienado ele fica. Com um papel tão grande na sociedade, o mínimo a se esperar de um jornalista é que as informações repassadas sejam apuradas com ética, que o texto seja ao máximo imparcial. Um jornalista deve ser dotado de técnica, conhecimento, conteúdo teórico e prático, deve saber os impactos de um texto na sociedade e avaliar as suas consequências. Nada mais coerente que se exija a formação adequada desse profissional para que ele possa informar com responsabilidade e ética.

Em 1969, a legislação que regulamenta a profissão de jornalista no Brasil especificou a inclusão da necessidade do diploma para poder exercer a função. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal acabou com essa exigência. Um dos argumentos utilizados foi o de que essa decisão foi tomada em período ditatorial. O que vemos mundo a fora é que nos países em que o diploma não é obrigatório, os meios de comunicação dificilmente absorvem um jornalista sem a graduação. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de 400 faculdades oferecem o curso de jornalismo apesar do diploma não ser obrigatório. Exigências do mercado.

Fica claro que primeiro existe a profissão, depois surgem às graduações. Com o jornalismo também foi dessa maneira. Grandes nomes da literatura brasileira- como José de Alencar, Machado de Assis- eram, além de escritores, jornalistas. Mas esse era o início do jornalismo no Brasil, era algo que estava crescendo e se aperfeiçoando. Porém hoje existe a graduação em todas as regiões do país, onde as técnicas jornalísticas são repassadas. Não se pode fazer jornalismo de qualquer maneira e tamanho é o retrocesso em ter a exigência do diploma revogada.

No Brasil, técnico em prótese dentária, guardador e lavador de veículos, leiloeiro rural,  tem profissão regulamentada, mas após a decisão do STF o jornalista deu um passo para trás. As autoridades existem para defender o povo e não para atender as vontades de uma minoria prioritária. É interessante ressaltar quem está por trás dessa decisão: os grandes poderosos da mídia. Não existe jornalista por nascimento que não precisa absorver as técnicas e os conhecimentos teóricos. Quem perde claramente, além dos estudantes de jornalismo, jornalistas, das próprias empresas de comunicação, é a sociedade.

O absurdo é que em um país onde médico sem diploma não seja médico, professor sem diploma não seja professor, um jornalista sem diploma seja um jornalista. Não que se deva retroceder e deseje que outras profissões não exijam o diploma. Devemos avançar. Ordem e progresso. A sociedade quer qualidade nos serviços jornalísticos e o diploma é a primeira garantia.

@gessica_moura

A QUEDA DO DIPLOMA

No dia 17 de julho de 2009, O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o diploma de jornalismo não seria mais necessário para o exercício da profissão. A não obrigatoriedade fez com que alunos e alguns profissionais indagassem o que seria da mesma sem os verdadeiros profissionais atuando. Na época, o presidente do STF, Gilmar Mendes, afirmou que exigir o diploma é contra a Constituição Federal, uma vez que ela garante a liberdade de expressão.

     No entanto, a principal razão que embasou a decisão do Supremo, foi a de que as garantias de liberdade de expressão e pensamento estão inscritas na atual Constituição e conflitam com a existência do diploma para que se exerça a profissão de jornalista. Acontece que o jornalista não é um mero escritor de opiniões. Ele é um profissional dotado de conhecimento e técnica para apuração e análise dos fatos, sobre como expô-los e com capacidade para avaliar as conseqüências do que escreve e como escreve.

     Na realidade do nosso país são 63 as profissões regulamentadas entre as quais esta a massagista, peão de boiadeiro, pescador, repentista, motoboy, guardador de veículo, garimpeiro.  Entretanto, a de jornalista deixou de ser a partir de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, em uma demanda entre a representação classista das empresas de comunicação e a dos jornalistas.

     O Superior Tribunal Federal cometeu um erro em abolir a exigência do diploma de conclusão do curso superior em Jornalismo. Aqui no Brasil, foi em 1969 que a legislação que regulamenta a profissão incluiu a necessidade da formação superior para se atuar no Jornalismo. Depois de 40 anos, o Supremo Tribunal Federal provocouesta um retrocesso àquele tempo obscuro em que não existia democracia no acesso à profissão, em que os critérios para a prática profissional dependiam bastante de relações de apadrinhamentos.

     A decisão que resultou em mais um golpe contra o Jornalismo e a profissão de jornalismo nada mais é que, ataque dos chamados “donos da mídia”, as grandes empresas de comunicação. Seus objetivos: desqualificar a profissão, precarizar relações de trabalho, ampliar arrocho salarial, ser “donos” da informação, das liberdades de expressão e de imprensa. Só o ingênuo ou mal intencionado não vê que a desregulamentação da profissão de jornalista, com o fim da obrigatoriedade do diploma, tem este objetivo.

Alexia Almeida
Estudante de jornalismo

Jornalismo não é brincadeira

                                                                 Jornalismo não é brincadeira

No dia 17 de Junho deste ano completou-se dois anos de uma equivocada decisão do Supremo Tribunal Federal, em banir a exigência do diploma do curso de jornalismo. A decisão, na época, foi bastante repercutida entre os profissionais da área, pois qualquer amador poderia e pode ainda, concorrer com o profissional no mercado de trabalho. E olhe que o mercado ainda se encontra bastante restrito, diferentemente de outros setores. Com a decisão do STF, cursos-relâmpago voltados para a área começaram a surgir a preço popular, variando de 40 a 60 reais. Os formados e recém-formados jornalistas ficaram receosos em perder seus “postos” de emprego para qualquer um que não tivesse cursado a faculdade. Essas questões significam o rebaixamento profissional da categoria, coisa extremamente humilhante para o exercício da profissão.
O papel do jornalista é transmitir a sociedade tudo que seja de interesse público. É a atividade que consiste em lidar com noticias, dados factuais e a divulgação das informações. O jornalismo é a essência da informação e do saber cotidiano. É através dele que a comunicação se faz presente.
Tem-se que considerar que com a evolução da tecnologia e o fácil acesso a internet, qualquer pessoa, através das redes sociais pode exercer o papel de “jornalista’, de postar noticias, muitas das vezes, até com um conteúdo multimídia (junção de vídeo, texto e imagem numa só matéria). Mas a diferença entre um profissional e um amador, é que este último não tem o conhecimento das técnicas próprias da prática jornalística, não possui a bagagem de aprendizado, resultado de um esforço percorrido durante quatro anos numa unidade de ensino superior.
O diploma continua não sendo obrigatório, mas garanto que nenhum veiculo queira por em xeque a forma de fazer um jornalismo com excelência e perfeição do que realizar um jornalismo ruim e sem talento, ao contratar um amador.
    Jornalismo  STF   Diploma                                                 
                                                                 Larissa Galvão

A luta do Reconhecimento Jornalístico


 



 
A luta do Reconhecimento Jornalístico


Já faz um certo tempo que Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que garante a exigência do diploma  superior para a profissão de jornalista está tramitando no Senado Federal. A questão é: que tipo de liberdade a imprensa tem no Brasil? Deste 1979, a obrigatoriedade do curso de comunicação social foi derrubada pelo Supremo Tribunal de Justiça que considera a norma incompatível com a liberdade de expressão que está na constituição de 1988.
O diploma poderia ser considerado um marco diferenciador entre o esse profissional que passa mais de quatro anos na academia  e o não-jornalista. Se o jornalista, por um lado, for aquele que se forma no curso de jornalismo ou pertence a uma categoria profissional determinada, há a ênfase da categoria de trabalho e do sentido de categoria profissional. Por outro, se for aquele que trabalha com jornalismo, podemos estar lidando com outra posição, porque há a possibilidade de a categoria profissional se desfazer.
É preciso entender que a sociedade tem  o direito e nos (jornalistas) de levar consideravelmente essas informações. Para isso há que se ter jornalistas bem formados em boas academias. Informação esta que depende, também, de uma prática profissional igualmente qualificada e baseada em preceitos éticos.
Nunca é demais repetir, também, que qualquer pessoa pode expor seu conhecimento sobre a área em que é especializada. Por isso, existem tantos artigos, na mídia, assinados por médicos, advogados, engenheiros. E há tanto debate sobre os problemas de tais áreas.
Muitos estudantes abandonam a universidade para trabalhar nas redações e passam a desvalorizar a necessidade do diploma, preferindo não terminar. É nessa hora que temos que contar com o nosso sindicato e fazer valer nossos direitos. Afinal de contas penso que essa luta irá durar ainda por muito tempo, isso não pode acontecer.
Ageu Lima

JORNALISMO, MAIS QUE UM DIPLOMA

Por  Aracely Nóbrega
O Jornalismo é uma atividade nobre, fundamental para a cidadania, portanto seus profissionais precisam ser respeitados. A não obrigatoriedade do diploma é um desrespeito com quem se prepara e se dedica por 4 anos em uma universidade, para exercer a profissão. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que extingue a necessidade do diploma, provoca reações e gera polêmica.
As Propostas de Emendas à Constituição (PEC), que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, tem a intenção de reformar a exigência do curso superior em Jornalismo. São elas a PEC 33/2009, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares e relatoria do senador Inácio Arruda, e a PEC 386/2009, de autoria do deputado Paulo Pimenta e relatoria do deputado Maurício Rands. A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), acredita que há no Brasil, uma ação contínua das grandes empresas de comunicação para desqualificar o Jornalismo, com o objetivo de fazer da área de comunicação um fantoche nas mãos da opinião pessoal, deixando de lado o profissionalismo e a ética, vejo nisso um motivo sórdido para a não obrigatoriedade do diploma.
Segundo o professor, escritor e jornalista Felipe Pena, autor do livro Teoria do Jornalismo, “Nos Estados Unidos, não há exigência em relação ao diploma, mas 79% dos profissionais cursaram Jornalismo”.  Na Inglaterra, Escócia e País de Gales, não existe diploma nem exigência dessa formação específica. Na Argentina, como em grande parte dos países americanos, o diploma não é tradição e nunca foi cobrado. Mas a formação na área é bem-vista e muitos profissionais são formados na área. Os países desenvolvidos buscam profissionais melhor capacitados, com conceitos éticos e legais, que apresentem uma conduta profissional responsável. Uma das formas de se preparar, de se formar jornalistas capazes a desenvolver e praticar a ética é através de um curso superior de graduação em jornalismo.
Infelizmente preciso admitir que muitas universidades no Brasil, por sinal consideradas de péssima qualidade há pouco, pelo Ministério da Educação (MEC), precisam melhorar e muito sua política de ensino, porém não é só a universidade que forma o profissional, ela dá a teoria, é preciso buscar a prática na reciclagem, na ética, no respeito com a profissão e com a sociedade, para assim ser um formador de opiniões de qualidade. Porque a função do Jornalista é informar, para formar opiniões, dignas.  O Artigo  4º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros explica bem isso quando diz que “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação.”
O Jornalismo tem que ser valorizado pelo que propõe para  a sociedade, mas para oferecer qualidade nas informações, a formação profissional é fundamental, os bons cursos de jornalismo, além de ensinar as melhores técnicas para o exercício da profissão, nos diferentes tipos de mídia, dão a seus estudantes uma formação indispensável. O Jornalismo é mais que um diploma, porque quem o ama, o faz com respeito.