Diploma não é brincadeira.
Qualquer pessoa dotada do mínimo entendimento imaginável não negará jamais que é necessário a profissionalização em qualquer área. Imaginem um cozinheiro aplicando uma anestesia ou um médico construindo um edifício. Não que esses profissionais não tenham capacidade para realizar esses feitos mas, você há de concordar que para isso é necessário antes pelo menos o mínimo de preparo. Estamos vivendo em um momento em que a profissionalização se faz necessária.
Excelentes profissionais no passado estão esquecidos no presente por não buscarem esse caminho. Hoje, muitos excelentes profissionais podem desaparecer do mercado no futuro se cruzarem os braços e não buscarem com determinação o caminho da profissionalização.
E no caso dos jornalistas? O que deu na cabeça dos “nossos” ministros do supremo ao decidirem que o diploma para exercer a profissão não é válida? Esquisito, não é? A menos que o supremo, encabeçado na época pelo senhor Gilmar Mendes (o todo poderoso), em uma combinação maldosa resolveu “dar o troco” a denúncias verídicas divulgadas pela imprensa e encabeçada por diversos jornalistas de renome no país.
No despacho o ministro Gilmar Mendes afirmou que essa de diploma é coisa da ditadura militar e que os militares determinaram o diploma para que os intelectuais que não concordavam com o regime jamais conseguissem ser jornalistas. Estranho essa idéia não acha?
É bem verdade que nos Estados Unidos e na maioria dos países da Europa não existe a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Mas, lá, as empresas preferem os profissionais formados em jornalismo, justamente para não correrem o risco de serem processadas e punidas com pesadas indenizações em ações por danos morais.
Diga-se de passagem, nem um empresário de comunicação tem o desejo de ver o nome da sua empresa jogado na lama simplesmente porque alguém exercendo a profissão de jornalista nunca recebeu uma aula de ética ou legislação. Os profissionais de jornalismo saem das faculdades e universidades desse país sabendo até onde podem ir e por isso mais do que nunca é necessária sim a obrigatoriedade do diploma.
Mardoqueu Silva

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