terça-feira, 29 de novembro de 2011


JORNALISMO, MAIS QUE UM DIPLOMA

Por  Aracely Nóbrega
O Jornalismo é uma atividade nobre, fundamental para a cidadania, portanto seus profissionais precisam ser respeitados. A não obrigatoriedade do diploma é um desrespeito com quem se prepara e se dedica por 4 anos em uma universidade, para exercer a profissão. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que extingue a necessidade do diploma, provoca reações e gera polêmica.
As Propostas de Emendas à Constituição (PEC), que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, tem a intenção de reformar a exigência do curso superior em Jornalismo. São elas a PEC 33/2009, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares e relatoria do senador Inácio Arruda, e a PEC 386/2009, de autoria do deputado Paulo Pimenta e relatoria do deputado Maurício Rands. A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), acredita que há no Brasil, uma ação contínua das grandes empresas de comunicação para desqualificar o Jornalismo, com o objetivo de fazer da área de comunicação um fantoche nas mãos da opinião pessoal, deixando de lado o profissionalismo e a ética, vejo nisso um motivo sórdido para a não obrigatoriedade do diploma.
Segundo o professor, escritor e jornalista Felipe Pena, autor do livro Teoria do Jornalismo, “Nos Estados Unidos, não há exigência em relação ao diploma, mas 79% dos profissionais cursaram Jornalismo”.  Na Inglaterra, Escócia e País de Gales, não existe diploma nem exigência dessa formação específica. Na Argentina, como em grande parte dos países americanos, o diploma não é tradição e nunca foi cobrado. Mas a formação na área é bem-vista e muitos profissionais são formados na área. Os países desenvolvidos buscam profissionais melhor capacitados, com conceitos éticos e legais, que apresentem uma conduta profissional responsável. Uma das formas de se preparar, de se formar jornalistas capazes a desenvolver e praticar a ética é através de um curso superior de graduação em jornalismo.
Infelizmente preciso admitir que muitas universidades no Brasil, por sinal consideradas de péssima qualidade há pouco, pelo Ministério da Educação (MEC), precisam melhorar e muito sua política de ensino, porém não é só a universidade que forma o profissional, ela dá a teoria, é preciso buscar a prática na reciclagem, na ética, no respeito com a profissão e com a sociedade, para assim ser um formador de opiniões de qualidade. Porque a função do Jornalista é informar, para formar opiniões, dignas.  O Artigo  4º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros explica bem isso quando diz que “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação.”
O Jornalismo tem que ser valorizado pelo que propõe para  a sociedade, mas para oferecer qualidade nas informações, a formação profissional é fundamental, os bons cursos de jornalismo, além de ensinar as melhores técnicas para o exercício da profissão, nos diferentes tipos de mídia, dão a seus estudantes uma formação indispensável. O Jornalismo é mais que um diploma, porque quem o ama, o faz com respeito.

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