domingo, 27 de novembro de 2011

Jornalista com diploma SIM!

Jornalista com diploma SIM!

Por: Valdelice Santos

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009 que revogou a exigência do diploma para jornalistas, tem tirado o sono de muitos brasileiros. Tal decisão baseia-se na ideia de que o Decreto-Lei nº 972 de 1969, que exige o documento, é incompatível com a Constituição, e culpa a regulamentação profissional e o diploma de jornalismo pela falta de expressão na mídia.
Ora. Qualquer cidadão pode se expressar por qualquer mídia, a qualquer momento. Qualquer pessoa pode expor seu conhecimento sobre a área em que é especializada. Por isso existem tantos artigos na mídia, assinados por médicos, advogados, historiadores. Não é o fato de os jornalistas terem direito a uma regulamentação profissional que exija o mínimo de qualificação, que as pessoas perderão a liberdade de expressão e a censura.
O jornalista como profissional da informação, assim como qualquer outro, tem que estar qualificado para isso. Precisa entender as ciências, a sociologia, a política, a geografia, a história. Não basta apenas levantar dados na internet, por exemplo. Uma coisa é a distribuição da informação, levantar dados e repassar aos outros; outra coisa é a produção da informação, ou seja, editar e difundir informações para a sociedade.
Escrever bem, conhecer as técnicas e pô-las em prática, não são suficientes para formar um jornalista. Para exercer o bom jornalismo com ética e precisão, é preciso estudar muito. No curso superior de Jornalismo, além das técnicas, o aluno aprende a descobrir entre todos os fatos que acontecem a todo instante em todos os lugares, aqueles que vão virar notícia. Seja notícia boa ou ruim, o jornalista deve saber contar em detalhes e com precisão aquilo que as pessoas precisam saber. Jornalista é o profissional preparado para achar a notícia onde ela estiver e qualificado para saber contá-la às pessoas.
Porém, apesar das exigências necessárias países como os Estados Unidos, Japão e França, entre outros, não exigem o diploma específico e, no entanto, mantém cursos de jornalismo altamente qualificados e muito concorridos.
No fim das contas, os grandes beneficiados com a sentença do Supremo, são os donos das empresas de comunicação, que podem contratar mão-de-obra não especializada, pagando o que quiserem. E os mais prejudicados seriam a sociedade, que sofreria com a falta de qualidade e de credibilidade na informação; e, os recém formados que teriam de enfrentar um mercado altamente competitivo e desleal.
Jornalista pra ser jornalista precisa ter o diploma em mãos SIM!


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