terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Luta por um jornalismo conceituado


A Luta por um jornalismo conceituado



Por Thainá França

A atividade do jornalismo hoje no Brasil é um caos, pois após Supremo Tribunal Federal (STF) ter derrubado a exigência do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão, desregulamentando completamente esta atividade tudo mudou. Sem querer se estender e me meter na análise do mérito da decisão do STF, é claro observar que ele mostrou pouco conhecimento do campo jornalístico. De uma forma bem simples, o Supremo confundiu liberdade de expressão (um direito de cada pessoa), com liberdade de imprensa, aí incluído a profissão de jornalista como atividade profissional, com função pública.

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados já aprovou o Projeto de Emenda Constitucional que resgata à exigência do diploma. No senado também encontra-se o PEC (Propostas de Emendas à Constituição) favorável à obrigatoriedade da formação superior específica para o exercício da profissão de jornalista. Trata-se agora da banca pernambucana no congresso defender a tradição em defesa do jornalismo, uma das instituições da democracia.

O jornalismo cumpre hoje a função de interpretar a realidade social e contribuir para que cidadãos e cidadãs tenham acesso ao que acontece mundo a tudo o que os cerca.  No entanto, o jornalismo não se resume a isso, pois ele também contribui para o conhecimento, o aprendizado, a discussão e o debate nas sociedades.

No entanto, acredito que é importante lutarmos por um jornalismo de qualidade em que a preocupação ética seja central. É nosso direito lutar por aquilo que aprendemos com vários esforços, métodos e faces. A construção da matéria, da reportagem, da notícia exige que aspectos da realidade. Temos que buscar uma objetividade, tomando cuidado em não alterar textos ou planos.

É dentro desse contexto que reivindicamos não só da sociedade, mas o apoio dos deputados federais e senadores pernambucanos, em defesa do nosso diploma, que resgata a dignidade da profissão, que se preocupa com a defesa das pessoas e que não são usadas como meio, mas sim como objeto da informação. 

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