quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Qualquer jornalismo para uma sociedade qualquer

Por: Dayanne Albuquerque

Só basta saber ler e escrever para ser um jornalista? Pode-se identificar se essa é uma pergunta ou uma afirmação? Todo cidadão tem o direito a liberdade de expressão, segundo o Artigo 37° da Liberdade de expressão e informação todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. Conforme a Lei da Liberdade de Imprensa - Lei 2083/53 | Lei nº 2.083, de 12 de novembro de 1953, qualquer pessoa pode dizer o que pensa sobre o assunto pelo qual domina, como os médicos, advogados e outros profissionais de diversas áreas que escreve artigos, comentários, análises, e críticas. Mas, o jornalismo não é apenas o exercício da opinião que garante a democracia, é a segurança da informação com qualidade. O jornalismo permite que se forme um profissional Multimídia, onde se pode atuar no rádio, tv, jornal, assessoria de imprensa, fotografia, revista e internet, se abre um leque de possibilidades podendo exercer em diversos tipos de veículos de comunicação.

Não é preciso apenas dominar bem a língua portuguesa e expor ideias de forma enxuta, tem que haver o compromisso com a veracidade dos fatos, a ética, o entendimento das estruturas de uma matéria e discernir os vários tipos de formatos, como o de um release a uma reportagem, e o domínio específico da linguagem. E para isso é necessário o curso superior, e que a profissão seja regulamentada e valorizada. Por isso, é necessário que o diploma do jornalista seja restituído.

Outra questão que não posso deixar de observar, é que, com a queda do diploma o maior prejudicado é a sociedade, porque é vetado o acesso a melhor informação. Pois, com essa erradicação se forma uma ciclo vicioso onde se tem qualquer jornalismo para uma sociedade qualquer. Isso rotula as pessoas de “qualquer”, assim, privatizando e restringindo o bom jornalismo.

E quem é o maior beneficiado? As mentes sem compromisso social? Estende-se a atividade do amadorismo, picaretagem, irresponsabilidade, e inverdade. O jornalismo combate todos esses males. E também afasta qualquer modo de persuasão para que não sejamos vítimas de interesses e deficientes de conhecimento.

O jornalismo deve estar em constante mutação de aprimoramento, pois, é o exercício da inteligência e habilidade, com o fim do bem comum. O jornalista deve enxergar além do que vê, e só um verdadeiro profissional tem a sensibilidade e o olhar diferenciado. 



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