terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ter ou não ter o diploma?

Parece um assunto cansado e batido por vários. Mas o debate sobre a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista no Brasil ainda continua. Para muitos, possuir um diploma significa apenas um papel, para outros, seu significado é bem maior. Representa ter habilidade para desenvolver com qualidade a profissão.
De acordo com a Federação Nacional de Jornalista, a FENAJ, o curso já existe no país há 40 anos, e é direito da sociedade receber informações que sejam apuradas por profissionais que tenham formação para isso. A afirmação não quer dizer, que a sociedade fique impossibilitada de expressar opiniões nos veículos de comunicação.
 Acredito que o jornalismo deve ser tratado com tal importância de qualquer outra profissão. Pesquisar, entrevistar, apurar e investigar são ferramentas necessárias e desenvolvidas pelo meio jornalístico. Não é de uma hora para outra, que desenvolvemos todas essas habilidades. Felizmente, a população acredita na importância do profissional para o ramo.
Quando o Superior Tribunal Federal decidiu que o diploma de jornalismo não era mais obrigatório, no exercício da profissão, a cabeça de muitos estudantes de jornalismo ficou a mil. Desistir ou seguir em frente? Estes foram alguns questionamentos feitos, por eles mesmos. E os profissionais que passaram quatro anos em Universidade, não contam? Porém, as empresas de comunicação, determinam a apresentação do diploma, como um critério de contratação até hoje. Faz muita diferença para uma empresa, um profissional que apenas possui uma visão crítica, sobre um determinado assunto, daqueles que se dispõe de uma formação.
Infelizmente chegamos a um ponto, que ao invés de progredir, estamos regredindo. Nunca imaginaríamos que estas coisas aconteceriam em pleno século XXI. A situação é vergonhosa, mas se os profissionais da área não se mobilizam, a situação tende a continuar. Se houver mais empenho por parte de todos, penso que a decisão do Ministro Gilmar Mendes teria sido mais bem avaliada. Se ninguém se manifesta é porque a coisa realmente agradou, e se agradou, não há necessidade de mexer.
Por: Suelen Brainer

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