sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Em busca de um .....

Cada vez mais o mercado de trabalho exige uma formação profissional de qualidade e os jovens visando essa exigência estão indo em busca de qualificação em diversos segmentos e nas mais diferentes profissões. A formação universitária que para muitas pessoas era apenas um sonho distante agora se tornou um diferencial para o ingresso no mercado de trabalho. Diploma não é sinônimo de ética e responsabilidade, mas uma formação acadêmica garante a população que o profissional deve treinamento para diferenciar o que é certo ou errado, licito e ético ou não.
O desenvolvimento cultural e social depende muito de profissionais capacitados e que possam tomar decisões coerentes sobre assuntos relacionados à sua área de atuação, e na comunicação social não é diferente, durante alguns anos os estudantes do curso de jornalismo aprendem o que é ética e respeito à sociedade.
Nessa era de globalização o tratamento das noticias são de total importância, pois devido à facilidade de acesso as informações e aos meios de comunicação qualquer pessoa pode distribuir e repassar qualquer informação, mas apenas um profissional qualificado pode produzir uma noticia, ou seja, apurar e chegar dados, escolher noticias de relevância, repassar o maior número de informação possível e principalmente preservar a veracidade dos fatos.

Em um momento de isanidade o excelentissimo ministro do supremo tribunal da justiça, Gilmar Mendes, teve a triste ídeia de extinguir a exigência do diploma para a profissão de jornalista e desde então qualquer pessoa, isso mesmo, qualquer pessoa pode exercer e assumir a profissão de um jornalista por formação.

Hoje podemos dizer que os requisitos para ser um jornalista são apenas saber ler, escrever e querer ser um profissional e essa situação é um verdadeiro absurdo, pois quem mais sai perdendo com a decisão do ministro é a sociedade que terá cada vez menos informações confiaveis e de credibilidade e isso é o principal objetivo, pois pessoas sem informações são ludibriadas com mais facilidade, então que democracia é essa? Que politicos impõe seus desejos e opniões e a sociedade tem que aceitar.

Os jornalistas por formação enfrentam anos de vida academica e querem apenas o direito de disputar uma vaga, nos veiculos de comunicação, com outros jornalistas e não perder seu espaço no mercado de trabalho para pessoa que apenas tem conhecimento ou escrevem bem. A impressa é considerada o quarto poder e por uma questão politica estão querendo calar os profissionais da comunicação que lutam para fazer valer seus direitos e exigem a legalização do diploma para jornalistas.

Sem a exigencia do diploma a sociedade terá apenas acesso a informações sucatiadas, pois são os verdadeiros jornalistas que assumem o compromisso com a população de transmitir noticias com veracidade e integridade, lembre-se casos de corrupção, vandalismo, violência e denuncias são os jornalistas quem checam, tratam, investigam e repassam.
                                                                                     
                                                                      Por: Ana Carolina Pereira Cadengue
A exigência do diploma valoriza a profissão

Como é possível alguém tão bem esclarecido e instruído nas suas formações acadêmicas se mostrar tão leviano ao apoiar a defasagem da liberdade de expressão e a não exigência do diploma? Como é possível separar o leigo, o amador ou quem simplesmente é dotado do dom por um acadêmico ou profissional de Jornalismo que carrega em sua totalidade, razão, dignidade, sabedoria, técnicas e conhecimento adquiridos ao longo de quatro anos de estudo e pesquisa dentro de uma universidade? Já é notório saber de quem e de qual assunto estamos falando? Pois é dele mesmo! O exigentíssimo ministro do supremo tribunal da justiça, Gilmar Mendes que tem uma vasta carreira e currículo, foi Advogado-Geral da União no Governo Fernando Henrique Cardoso, sendo empossado ministro do Supremo Tribunal Federal em 2002, por indicação de FHC, então Presidente da República do Brasil.

Assumiu a presidência do STF de 2008 a 2010 e considerado em 2009 por uma revista brasileira como um dos 100 brasileiros mais influentes. O dito que se diz quer saber como alguns homens com disturbio de personalidade é de-lhes poder. É o caso do então ministro, homem este que isanamente achou por direito extinguir assim a exigência do diploma de jornalista e abriu as porteiras da casa de mãe joana para que qualquer pessoa que se diga comunicador venha a ser um jornalista sem a minima técnica ou conhecimento da profissão.
Essa situação deixou invalido o valor real e moral de um profissional de comunicação que enfrenta os processos comuns de um academico. A intensão nos parece clara ao passo que nos sentimos conviver ainda numa continuada ditadura disfarçada de democracia a intenção destes poderosos é sumcubir o conhecimento das pessoas menos favórecidas quando oferece uma educação de péssima qualidade assim como também é intencional, os poderosos cortarem as asas de quem instrui a sociedade, informa e esclarece o nossos direitos e deveres.  

Para os políticos as pessoas não podem ficar qualificadas para tal tarefa melhor os poderosos se articulam e crescem numa bancada maior se tornando assim uma grande sociedade dos ricos. Vejamos só! Os três poderes executivos, legislativo e judiciário e mais todos os políticos formam uma sociedade que vivem desonestamente as custas do trabalhador, do cidadão que os mantém no poder.

Ana Macário




quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O valor do diploma e o mercado de trabalho

O valor do diploma e o mercado de trabalho
São preocupantes as causas que envolvem as minorias ou maiorias, mas que sejam justas e em benefício dos trabalhadores, dos profissionais dos diversos segmentos do nosso País, que tanto contribuem para o seu crescimento.
Portanto, não posso ignorar uma causa que envolve nossos jornalistas, que tanto contribuem para a fiscalização dos trabalhos no âmbito dos três Poderes constituídos, registro aqui minha cobrança ao Senado Federal a agilização da votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 33, de 2009, que trata da volta da exigência do diploma de jornalismo, e que se tem arrastado num processo que me parece demasiadamente moroso, em face da relevância da uma matéria que tanto interfere na vida de centenas de profissionais e estudantes que optam dedicar-se à área do jornalismo e da comunicação.
Todas as vezes que procuramos saber sobre o assunto a FENAJ, e pelos demais órgãos envolvidos na causa, é oferecido como resposta a afirmação de que “a PEC será votada em breve”. Resta saber quando será esse “em breve”.
Enquanto esse impasse prossegue, desde 2009 a profissão de jornalista está sendo desvalorizada, gradativamente. Deve-se isso a um infeliz argumento do Ministro Gilmar Mendes, então Presidente do Supremo Tribunal Federal — STF, no sentido de que a derrubada da obrigatoriedade do diploma para jornalistas amplia a liberdade de atuação dos profissionais de imprensa.
É absurda essa observação do nobre Ministro, que considera o diploma de jornalismo uma barreira para a liberdade de expressão. Afinal, será que ele se esqueceu dos inúmeros jornalistas que foram perseguidos e mortos na época da ditadura justamente porque defendiam a liberdade de expressão contra a censura imposta pelas autoridades do alto escalão naquela época?
A decisão descabida atingiu profundamente toda a classe, tanto quem atua direta e diariamente na área como os alunos que ainda cursam as universidades, sonhando ingressar no jornalismo e atuar de forma profissional, ética, dentro dos princípios antes valorizados nas salas de aula e nas redações.
O impasse criado por essa decisão também atinge os estabelecimentos de ensino, que viram as suas salas esvaziar-se durante este período, a exemplo da Universidade de Mogi das Cruzes, que, como tantas outras, chegaram a suspender o curso de jornalismo até que a situação se resolva.
O que se observa é justamente o contrário do que se prega: a falta de diploma e de estudo no âmbito do jornalismo, pelas características dessa profissão, não favorece a liberdade de expressão, ao ponto de qualquer um ser capaz de escrever e responder pelo que escreve, jornalisticamente, mas interfere diretamente na difícil relação entre repórteres e fontes, entre outras questões.
Como resposta a essa injustiça, ironicamente cometida por um órgão superior de justiça, a classe jornalística está há meses promovendo um abaixo-assinado pela Internet cobrando a agilidade da votação da PEC 33/09, e ressalta que o diploma de jornalismo não tem o poder de impedir a ação de profissionais antiéticos; ora, se assim fosse, ter-se-ia então de derrubar a obrigatoriedade do diploma para todas as profissões, como para direito, engenharia e medicina. Entretanto, como consta na Carta Aberta dos Jornalistas Paulistas, enviada ao Senado, “a sociedade ganha com profissionais bem formados, e as empresas e o Estado passam a contar com um jornalismo de qualidade, exercido por profissionais capacitados tecnicamente e com compromisso público em defesa da ética”.
Faço aqui, portanto, um apelo no sentido da restituição do diploma obrigatório para os jornalistas do nosso País, antes que seja tarde e todas as conquistas já obtidas até aqui por essa classe trabalhadora sejam perdidas, antes que haja um retrocesso na valorização desses profissionais e eles percam, assim como toda a sociedade, ainda mais.
Enquanto a decisão não é reformada, é enorme a quantidade de registros de jornalista concedidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego — MTE a profissionais não graduados em comunicação social. Segundo reportagem publicada no site Comunique-se, considerado referência na área, em 2010 esses jornalistas não diplomados representaram 35,29% do total de registros concedidos pelo MTE. Em números, foram 5.068 registros para diplomados e 2.764 para não diplomados.
Enquanto isso, as demissões em massa acontecem em grande escala em importantes redações do País. Somente em janeiro e fevereiro deste ano foram 216, segundo se noticia no mesmo site.
Agora, se há mercado de trabalho para jornalistas não profissionais, não diplomados em comunicação social, por que será que os profissionais, muitos com pós-graduação, mestrado, experiência e sem dúvida melhor qualificação, estão perdendo seus empregos? É preciso refletir.
É claro que muitas dessas demissões se deram pelo fechamento ou enxugamento dos veículos de comunicação, mas será que muitas vagas que venham a ser reabertas e novas vagas não serão preenchidas por registrados não diplomados, que sequer frequentaram uma faculdade de comunicação social?
Não tenho aqui todas as respostas para as várias perguntas feitas pela categoria, mas posso afirmar que, se a decisão sobre a dispensa da imposição de formação dos jornalistas e da obrigatoriedade do diploma não for revista, se não forem restabelecidos esses requisitos, não só a categoria, não só os jornalistas profissionais diplomados perderão, mas toda a sociedade. O que veremos serão cada vez mais profissionais despreparados para lidarem com a informação, um dos bens mais importantes da humanidade, que sempre moveu montanhas, e até vidas. A informação vale dinheiro, vale status, vale poder, e deve ser manuseada de forma ética e com respeito e seriedade. Jornalistas que dependem de seus empregos e de sua profissão para se estabelecerem e serem respeitados.

Silvia Régis, estudante de jornalismo
@SilviaElyne

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Gilmar Mendes: Será o mestre cuca?

A queda da exigência do diploma de jornalismo foi uma grande surpresa para todas as camadas da sociedade brasileira. Considerada por muito um tremendo absurdo, outros, como é o caso do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, pensa na situação como uma simples comparação da profissão de jornalista com a de um cozinheiro.

Um absurdo perante a sociedade que diante de vários formadores de opiniões com caráter sério e altamente profissional, passa a contar com meras pessoas sem comprometimento e até mesmo ética. Será que ele agiu de boa fé tirando um direito das pessoas que passam três, quatro ou até mesmo cinco anos fazendo uma graduação na área? O que se passa na cabeça de Gilmar Mendes sobre a grade elaborada pelo MEC, órgão federal, no sentido de qualificar pessoas para exercer a profissão.

É incrivelmente insustentável os argumentos dado por esse juizinho, (me sinto no direito de chamá-lo assim após desqualificar minha profissão) no quesito de rebaixar uma classe trabalhadora que diferente dele, rala de domingo a domingo com o objetivo de manter todos informados inclusive ele. Mesmo diante de tanto trabalho, senhor Gilmar Mendes, somos apaixonados pela nossa profissão e felizes com o que fazemos. Não sei você que julgo ter tomado essa decisão diante do medo de verdadeiros formadores de opiniões.

E agora como fica a classe dos jornalistas? Será que a PEC vai ser aprovada na Câmara dos deputados e depois no senado? Fica cada vez mais evidente a incógnita sobre a vida dessa categoria. Somos nós que auxiliamos os políticos, os juízes e tantos outro que se julgam formadores de opiniões na sociedade onde muitas vezes, é um jornalista que presta todo suporte para isso. Somos nós que produzimos notícias para toda a população. O que seria do mundo sem a informação?

Acho que tenho a resposta para isso: Seria uma verdadeira cozinha sem chefe no comando e onde todo mundo meteria a mão sem o mínimo preparo e higiene adequada. Você comeria um prato de um profissional desse? Agora resta a nós, formadores de opiniões sérias e conscientes, lutar pela causa e defender nossos direitos que na verdade, nunca deveriam ter deixado de existir.

Anderson Souza Leão



Recife terá mobilização pela defesa do diploma dos jornalistas

Na próxima sexta-feira, 9, uma grande mobilização a favor da aprovação da PEC 300, essa que devolve o direito da exigência de diplomas aos jornalistas profissionais, promete parar a Avenida Boa Viagem, às 16h. Entre os participantes estarão estudantes de várias faculdades da região, além de professores, políticos e populares defensores da causa.

Para o evento está sendo esperado cerca de cinco mil pessoas, público estimado pelo Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (Sinjope) que a cerca de um ano vem realizando mobilizações em várias cidades. “A idéia é mostrar a sociedade o quanto é fundamental o cumprimento de normas e a importância da responsabilidade ética dos jornalistas”, disse a presidente do Sinjope, Cláudia Elói.

No país alguns estado e municípios regulamentaram de forma individual a exigência do diploma na esfera que lhe competem. Dessa forma, todos os órgãos ao qual estão ligados a eles são obrigados a contratarem jornalistas diplomados. “É fundamental a contratação de profissionais com formação para que desempenhe a função de forma ética” defendeu o governador do Mato grosso do sul, André Puccinelli.

A decisão pela não exigência do diploma se deu em meados de junho de 2009, quanto o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, aprovou a medida. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) desde então tomou a frente do caso articulando pela aprovação da lei na Câmara dos Deputados e no Senado.

Serviços:
O que: Mobilização pela defesa da exigência do diploma de jornalismo
Local: Avenida Boa Viagem – Concentração de frente a igrejinha
Data: 05/11
Hora: 16h
Contato para entrevista: Anderson Souza Leão (81) 8888.9999

Anderson Souza Leão

O diploma de jornalista e a legitimação da profissão


O que legitima a profissão de jornalista? Será o status que a profissão obteve ao longo da história? Será a capacidade e o compromisso social de levar ao público as notícias todo santo dia? Sim, tudo isso, mas ainda não é tudo. Qual o retorno que a sociedade dá a esse profissional, que passa anos numa universidade aprendendo a lidar com as adversidades dos meios e com a complexa relação política e econômica por trás dos holofotes? Reconhecimento é o mínimo que se pode pedir e o diploma é apenas uma pequena representação disso.

Desde que o Supremo Tribunal Federal anunciou a não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, muito tem sido discutido, inclusive sobre a relevância de um curso de graduação em jornalismo. Ou seja, qual a importância em formar profissionais numa universidade se o mercado não se importa, ou não se importaria, com o diploma? E o que diferencia um jornalista diplomado de um que não concluiu ou sequer ingressou numa universidade? Saber a resposta é muito simples: a qualidade e a competência. Escrever tornou-se uma atividade comum, sobretudo com o advento da tecnologia nos meios de comunicação, porém, escrever, apurar, editar, analisar, render são verbos que nem todos conjugam, e se o fazem, não o fazem com excelência.

Por outro lado, é ilusão achar que uma universidade traz qualificações extraordinárias para alguém que pretende trabalhar como jornalista, afinal, de nada importaria ter um diploma e não saber fazer o seu trabalho. Daí a urgência e a necessidade dos profissionais de jornalismo em aprimorarem a sua qualificação, a excelência na profissão é muito mais importante do que qualquer lei ou imposição ou ainda qualquer decisão mal pensada dos governantes. Achar que um profissional não precisa ter um diploma só aconteceria num país como o nosso onde é possível assumir a presidência sem nunca ter se formado numa graduação de nível superior. Este talvez seja o maior exemplo em que competência não tem nada a ver com diploma. Porém, essa não é a questão.

Importante é reconhecer que as empresas contratam sempre quem elas querem contratar, e isso não será diferente, com ou sem diploma de jornalismo. A obrigatoriedade do diploma é apenas uma maneira de legitimar a profissão, que é importante, mas não suficiente. Cabe a nós, profissionais de jornalismo, a tarefa de buscar a nossa legitimação, trabalhando com ética, respeito e competência.


Anderson Paes Barretto

MUITO ALÉM DO QUE SE VÊ.


MUITO ALÉM DO QUE SE VÊ



O EXIGIR A COMPETÊNCIA DE UM PROFISSIONAL PARA A EXECUÇÃO DE UMA DETERMINADA ATIVIDADE É PRÁTICA EM TODA A EMPRESA QUE SE PREZE. NAS EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO COMO EMISSORAS DE TELEVISÃO, RÁDIO, JORNAIS REVISTAS E OUTROS MEIOS DE INFORMAÇÃO ESTA TEORIA SERIA OU DEVERIA SER UMA REPETIÇÃO.

DESDE MUITO ANTES DE 2009 JÁ EXISTIA UMA QUEDA DE BRAÇO ENTRE A MÍDA COMPOSTA POR JORNALISTAS E OUTROS PROFISSIONAIS E A CLASSE POLÍTICA COMPOSTAS POR PERSONAGENS DO EXECUTIVO E DO LEGISLATIVO. O QUE OCORREU NO REFERIDO ANO, FOI REFLEXO DESTA QUEDA DE BRAÇO ANTIGA E COMO DISPUTA, CULMINOU EM UMA DERROTA NUMA BATALHA E NÃO DE UMA GUERRA POR INTEIRO.
A JUSTIFICATIVA DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO PARA O NÃO RECONHECIMENTO DE UMA PROFISSÃO EM SUA REGULAMENTAÇÃO BARRA NO MOMENTO EM QUE POR TRÁS DESSA FIQUITÍCIA JUSTIFICATIVA O INTUITO É DE TORNAR DÉBIL O PODER E A ORGANIZAÇÃO DE ARGUMENTAÇÃO E COMPROVAÇÃO DOS FATOS POR PARTE DESSES PROFISSIONAIS E SENDO ASSIM A DESQUALIFICAÇÃO DA ARGUMENTAÇÃO, DA APURAÇÃO DOS FATOS E DA DISSIMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO.

NÃO QUE UMA PESSOA MESMO NÃO SENDO DIPLOMADA PARA TAL POSSA APURAR, ARGUMENTAR E DIFUNDIR, MAS QUE EXISTE ALGO MUITO MAIS FORTE DO QUE O DIPLOMA EM SI: O RECONHECIMENTO DA RESPONSABILIDADE DO PROFISSIONAL E DO CIDADÃO JORNALISTA.

COMO QUEDA DE BRAÇO DE CUNHO SOCIAL E POLÍTICO À SOMBRA DA ÉTICA E DA MORAL POR ELES MESMOS INTITUÍDOS COM TAL, O DIPLOMA NADA MAIS É DO QUE A GARANTIA DA SOCIEDADE COMO CONSUMIDOR DESSE PRODUTO – INFORMAÇÃO- DE ALGO COM PROCEDÊNCIA E ORIGEM DE QUEM SE PODE COBRAR TAL RESPONSABILIDADE. 

Por Jacqueline Leite.

Estamos chegando lá...




Nada mais justo do que um profissional que passou quatro anos em uma universidade, fazendo um curso superior, ter direito depois de formado de exercer sua profissão. A formação acadêmica, em muitos casos (acredito que em sua totalidade) é resultado de uma soma de esforços concentrados, geralmente, e recebem grande influencia por parte dos pais.

Cada setor profissional apresenta um conjunto de técnicas que devem ser aprendidas, e esse aprendizado ocorre, normalmente, nos bancos universitários. Desde desobrigatoriedade do diploma de jornalista, o mercado ficou mais descomprometido.  A formação do profissional de jornalismo foi para a vala comum, sem qualquer regulamentação, comprometendo, inclusive a formação de novos profissionais e, conseqüentemente, sua remuneração.

Não é que um profissional com conhecimentos específicos em áreas técnicas não possa escrever sobre. Não vejo problema algum em um economista escrever um artigo na área de economia, um medico escrever um texto na área de medicina e assim por diante...

Em termos de mercado, não enxergo tanta diferença na obrigatoriedade do diploma. Não conheço nenhum veiculo de comunicação que contrate “profissionais” sem certificação.  Mais o ponto “G” não é por ai.  

Entendo que cada um que emprega seu tempo e capacidade em uma instituição de ensino superior tem o direito de ser valorizado. Alguém se arriscaria a se entregar na mão de um médico, odontólogo, piloto, por exemplo, sem nível superior? Construiria sua casa sem a avaliação de um engenheiro ou arquiteto? Não é discriminação, apenas uma constatação.

Apesar de analisar como um ato retrogrado a nossa democracia, tendo em vista o importante papel desempenhado pela imprensa, destaco a volta por cima, não de forma triunfal, mas a redenção do senado em aprovar em primeiro turno na semana passada, a obrigatoriedade do diploma.  Obvio que ainda é pouco, ainda precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados, mas já é um avanço.     


Por Márcio Luiz Santana

Desistir jamais

                                                                 Desistir jamais

Depois da fatídica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 17 de junho extiguindo a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão, nós estudantes e jornalistas de todo o país não desistimos da luta pela exigência do diploma.

O relator do processo no STF o ministro Gilmar Mendes, o mesmo relator do Habeas corpus relâmpago para o banqueiro Daniel Dantas, comparou a profissão de jornalista com a de cozinheiro, foi enfático ao afirmar que com essa decisão, necessariamente não seria o fechamento dos cursos superiores. Com todo respeito aos cozinheiros, aos modistas, essa comparação foi além de medíocre desrespeitosa com todos nós estudantes e profissionais de jornalismo.
Nessa vergonhosa decisão, acompanharam o voto do relator Mendes os ministros Ricardo Lewandowky, Carlos Britto, Celso de Melo, Ellen Gracie, Eros Grau, Cezar Peluzo e Carmem Lucia. O único ministro que deu seu voto contrário, foi o Marco Aurélio de Melo que alegou a necessidade das técnicas para o exercício sério da profissão.

Diante dessa decisão tão retrograda, a única coisa que nós estudantes e jornalistas independentes temos que fazer é continuar na luta, fazendo mobilizações, chamando a atenção da sociedade brasileira para os riscos que a notícia poderá sofrer, cobrar dos congressistas a aprovação da PEC que nos remete o direito legítimo ao exercício da profissão.
Já passamos por uma etapa na comissão de constituição e justiça da câmara dos deputados, passamos no plenário do senado, agora falta a aprovação em segundo turno. Estamos todos empenhados nessa luta, desistir nunca, o Brasil merece profissionais mais que qualificados, merece comprometimento.

Um país sem profissionais qualificados, sem uma imprensa livre, digna de seus deveres e direitos, nunca será um país de primeiro mundo. A notícia com qualidade, imparcialidade é de direito do povo brasileiro e é isso que todos nós lutamos e acreditamos.


Dáci Carvalho

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Prato do dia: Jornalismo sem diploma

Por Ney Anderson

         

          Segundo o relator do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, que comparou a profissão de jornalista ao de chefe de cozinha, afirmando que tal curso era interessante para aprimorar o caráter técnico, mas não era requisito básico para poder cozinhar e que dessa maneira tornou em 2009 o diploma de jornalismo não mais obrigatório no Brasil. Fica claro que o ministro, andou misturando um pouco os ovos e transformando tudo em uma só omelete. Se não, vejamos: Comparar o preparo de um bolo de trigo ou até mesmo um de noiva, com uma matéria publicada sem uma qualificação técnica, que possa referendar o que está escrito, é algo que só deve passar na cabeça do ministro Gilmar.
         Será mesmo que o curso de jornalismo não é importante e não deve ser obrigatório? Pensando na não obrigatoriedade do diploma, fico lembrando coisas recentes que aconteceram na imprensa do Brasil, como por exemplo, o triste caso da Escola Base, e olha que foram jornalistas formados que fizeram todo o estardalhaço. Como seria a imprensa com jornalistas sem formação teórica? Um poço de vaidades, com meninas bonitinhas ou rapazes metidos a espertos que querem aparecer na TV, ou conhecer fulano e sicrano para fortalecer o status quo? Só para “roubar” a citação de um dos maiores jornalistas do mundo, Tom Wolfe. É triste, muito triste.
          Fica algo muito claro na decisão dos ministros do STF que por 8 votos a 1, tentaram pôr fim ao diploma de jornalismo, pois essa é uma maneira de calar toda uma mídia que está lutando para mostrar o que de mais nojento e inescrupuloso acontece nos corredores de Brasília. Sem o diploma fica muito mais fácil colocar pessoas na imprensa, por interesse deles, dos poderosos, para fazerem o barco velejar em sentido contrário, e tirar do povo a informação correta e verdadeira que ele tanto precisa.
          Na última quarta-feira, 30 de novembro, o Senado aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que defende a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, foram 65 votos a favor sete contrários. Isso prova que a batalha não está perdida, pois alguns representantes de sociedade estão entendendo que não se pode tentar calar a imprensa dessa forma. É preciso lutar com que temos de mais poderoso: A caneta e o papel. O ministro Gilmar Mendes pode ficar tranquilo com o seu chefe de cozinha, pois não será ele o responsável por fortes dores na sua barriga.
JORNALISTA SEM DIPLOMA: NÃO!


Muito vem sendo discutido sobre a obrigatoriedade do diploma do curso de jornalismo, banido no ano de 2009. Acredito que, para uma pessoa que queira se especializar em qualquer ramo, tiver cursado uma faculdade é de bastante importância, pois nela você aprende as ferramentas necessárias para o exercício da profissão.

Desmerecer o curso de jornalismo é uma profunda falta de respeito, de humilhação com a categoria, pois é esse profissional que leva todos os dias a sua casa, os fatos mais importantes que aconteceram durante o dia, com o objetivo de lhe manter informado sobre os acontecimentos do seu país, estado, cidade, bairro,...

A sociedade tem direito a informação de qualidade, democrática, ética e para que isso ocorra é necessário ter cursado um ensino superior. Não uma pessoa que não tenha realizado a faculdade, não tenha aprendido todos os macetes da profissão, queira ocupar um lugar de uma pessoa formada.

Por que banalizar dessa forma o curso de jornalismo? Pergunto-me. Temos direito ao nosso diploma, como qualquer outra pessoa tem. Será que passamos quatro anos de nossa vida numa faculdade para no final das contas, não sermos reconhecidos como profissionais? Termos que competir no mercado de trabalho com pessoas que se dizem jornalistas?

Temos que brigar pelo nosso direito, pois merecemos ser reconhecidos pelo trabalho grandioso que fazemos. Somos formadores de opinião, somos a parte importante na transmissão da informação para a sociedade. 

Aline Malta

domingo, 4 de dezembro de 2011

Aos futuros jornalistas ou jornalistas do futuro

Aos futuros jornalistas ou jornalistas do futuro

Por Maria Angélica de Souza

Quando em junho de 2009, o então presidente do Superior Tribunal de Justiça – STJ, Gilmar Mendes aprovou a não obrigatoriedade do Diploma para o exercício da profissão de jornalista, muitos estudantes sentiram-se desmotivados e, até mesmo, desistiram do curso, com medo de sua formação não ter valor legal. Esta semana, com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição – PEC 33/09, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), uma nova esperança se fez presente entre os futuros jornalistas.

Sem dúvidas, a aprovação dessa PEC, embora possa ser considerada inconstitucional para aqueles que votaram contra com o discurso de que, tal obrigatoriedade, fere ao direito da liberdade de expressão, a aprovação dela acendeu uma chama que estava sendo esquecida por alguns profissionais e futuros profissionais da área. Este assunto, bastante debatido em meados de 2009, terminou ficando esquecido. Salvo os sindicatos dos jornalistas, que sempre lutaram à favor do diploma, poucas pessoas se mobilizaram para organizar debates ou passeatas que chamassem a atenção das autoridades. A obrigatoriedade do diploma de jornalismo ficou esquecida até mesmo pelos principais interessados no assunto: Os jornalistas.

A declaração da jornalista da Rede Globo Zileide Silva durante o XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2011, chocou alguns alunos. Na ocasião, Zileide se posicionou contra a obrigatoriedade do diploma, embora não os tenha feito refletir a quem interessa que o diploma continue não sendo obrigatório para o exercício da profissão. Por trás da decisão do ministro Gilmar Mendes estavam as vozes das centenas de veículos, diga-se empregadores, que também são contra a obrigatoriedade do diploma. O motivo é simples. Ao contratar profissionais não diplomados, os grandes veículos de comunicação podem estipular valores e baixos salários aos chamados “jornalistas sem diploma”, sem nenhum controle dos sindicatos sobre os direitos trabalhistas.

Com a aprovação da PEC 33/09, a volta da exigência do diploma de jornalismo está cada vez mais perto, mas chama a atenção para outros questionamentos: Até que ponto nossos futuros jornalistas diplomados estão qualificados para o exercício da profissão? Só o diploma na mão é capaz de garantir um jornalismo de qualidade? De certo, a decisão do senado à favor do diploma contribui para que sejam inseridos no mercado de trabalho pessoas com o mínimo de qualificação necessária, ou seja, a graduação em jornalismo, mas para se ter um jornalismo de qualidade é necessário muito mais. É preciso uma conscientização dos futuros jornalistas que fazer jornalismo requer ética, seriedade e responsabilidade e esses itens nem sempre se aprende na faculdade.

É preciso estar atento as novidades buscando sempre uma atualização da vida profissional. É preciso ter a consciência de que quem vai transformá-lo em um profissional não será um diploma, mas a capacidade de ser um jornalista sério, integro e ético que se adequa às novas possibilidades e necessidade do mercado de trabalho. Que possamos ser JORNALISTAS em caixa alta, pois afirmar que somos jornalistas “com diploma” nos faz admitir a existência desses pseudo-jornalistas, e jornalista sem diploma não existe, e que a obrigatoriedade do diploma seja apenas uma forma de garantir que exerçamos a profissão com todos os direitos que merecemos.