terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Desistir jamais

                                                                 Desistir jamais

Depois da fatídica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 17 de junho extiguindo a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão, nós estudantes e jornalistas de todo o país não desistimos da luta pela exigência do diploma.

O relator do processo no STF o ministro Gilmar Mendes, o mesmo relator do Habeas corpus relâmpago para o banqueiro Daniel Dantas, comparou a profissão de jornalista com a de cozinheiro, foi enfático ao afirmar que com essa decisão, necessariamente não seria o fechamento dos cursos superiores. Com todo respeito aos cozinheiros, aos modistas, essa comparação foi além de medíocre desrespeitosa com todos nós estudantes e profissionais de jornalismo.
Nessa vergonhosa decisão, acompanharam o voto do relator Mendes os ministros Ricardo Lewandowky, Carlos Britto, Celso de Melo, Ellen Gracie, Eros Grau, Cezar Peluzo e Carmem Lucia. O único ministro que deu seu voto contrário, foi o Marco Aurélio de Melo que alegou a necessidade das técnicas para o exercício sério da profissão.

Diante dessa decisão tão retrograda, a única coisa que nós estudantes e jornalistas independentes temos que fazer é continuar na luta, fazendo mobilizações, chamando a atenção da sociedade brasileira para os riscos que a notícia poderá sofrer, cobrar dos congressistas a aprovação da PEC que nos remete o direito legítimo ao exercício da profissão.
Já passamos por uma etapa na comissão de constituição e justiça da câmara dos deputados, passamos no plenário do senado, agora falta a aprovação em segundo turno. Estamos todos empenhados nessa luta, desistir nunca, o Brasil merece profissionais mais que qualificados, merece comprometimento.

Um país sem profissionais qualificados, sem uma imprensa livre, digna de seus deveres e direitos, nunca será um país de primeiro mundo. A notícia com qualidade, imparcialidade é de direito do povo brasileiro e é isso que todos nós lutamos e acreditamos.


Dáci Carvalho

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