Nada mais justo do que um profissional que passou quatro anos em uma universidade, fazendo um curso superior, ter direito depois de formado de exercer sua profissão. A formação acadêmica, em muitos casos (acredito que em sua totalidade) é resultado de uma soma de esforços concentrados, geralmente, e recebem grande influencia por parte dos pais.
Cada setor profissional apresenta um conjunto de técnicas que devem ser aprendidas, e esse aprendizado ocorre, normalmente, nos bancos universitários. Desde desobrigatoriedade do diploma de jornalista, o mercado ficou mais descomprometido. A formação do profissional de jornalismo foi para a vala comum, sem qualquer regulamentação, comprometendo, inclusive a formação de novos profissionais e, conseqüentemente, sua remuneração.
Não é que um profissional com conhecimentos específicos em áreas técnicas não possa escrever sobre. Não vejo problema algum em um economista escrever um artigo na área de economia, um medico escrever um texto na área de medicina e assim por diante...
Em termos de mercado, não enxergo tanta diferença na obrigatoriedade do diploma. Não conheço nenhum veiculo de comunicação que contrate “profissionais” sem certificação. Mais o ponto “G” não é por ai.
Entendo que cada um que emprega seu tempo e capacidade em uma instituição de ensino superior tem o direito de ser valorizado. Alguém se arriscaria a se entregar na mão de um médico, odontólogo, piloto, por exemplo, sem nível superior? Construiria sua casa sem a avaliação de um engenheiro ou arquiteto? Não é discriminação, apenas uma constatação.
Apesar de analisar como um ato retrogrado a nossa democracia, tendo em vista o importante papel desempenhado pela imprensa, destaco a volta por cima, não de forma triunfal, mas a redenção do senado em aprovar em primeiro turno na semana passada, a obrigatoriedade do diploma. Obvio que ainda é pouco, ainda precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados, mas já é um avanço.
Por Márcio Luiz Santana

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